sexta-feira, 17 de março de 2017

Desenhar e bordar ; Drawing and embroidery

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Já está feito há umas semanas. Foi pensado, desenhado e bordado por mim. 
É uma parte do bordado que gosto muito, a de pintar com a linha. Na andorinha fui enchendo sem grande rigor, só para perceber o que mais me motivava e por isso uma asa acabou bem diferente da outra (embora talvez não pareça). Nas folhas usei dois tons de verde porque as folhas mais novas das árvores do meu jardim também são mais claras e eu queria guardar isso neste bordado. Este fim-de-semana vai para a parede do nosso quarto. 

Se tiverem curiosidade em conhecer mais sobre esta forma de bordar deixo-vos alguns nomes onde basta clicar e depois apreciar a quantidade de cor e beleza que nos trás. 

It's been done a few weeks. It was thought, designed and embroidered by me.
It's a part of the embroidery that I really like, it's sort of painting with the line. The swallow was filling without great rigor, just to see what motivated me the most and so one wing ended up quite different from the other (although it may not look like it). In the leaves I used two shades of green because the newer leaves of the trees in my garden are also lighter and I wanted to keep that image in this embroidery. This weekend it goes to the wall of our room.

If you are curious to know more about this way of embroidering I leave you some names you can just click upon and then appreciate the amount of color and beauty that their works brings us.





segunda-feira, 6 de março de 2017

Roupa de Boneca Waldorf: Waldorf Doll Clothes

(scroll down for english)
O processo criativo é algo maravilhoso e verdadeiramente complexo de explicar, o que nos motiva o que nos impele, o que nos faz criar e o quê. É extremamente estimulante conversar com pessoas criativas e perceber as suas motivações é, muitas vezes, verdadeiramente surpreendente.
No meu caso, adoro aprender e tenho uma curiosidade gigante pelos mais variados temas. Vou saltando de uma coisa para outra com uma vontade febril de saber mais, de experimentar. Leio muito, pesquiso ainda mais e tento aprender, consciente de que tudo isso faz parte de um processo que me faz bem, que me ajuda a manter centrada e mais feliz. Este fim-de-semana estive a fazer roupas de bonecas, mais especificamente para bonecas Waldorf e adorei fazer roupa pequenina, com igualmente pequenos detalhes. Não é fácil, exactamente porque é tudo tão pequeno mas o resultado é delicioso. 
Quando acabei as roupas pensei "e uns sapatos?". Mais uma vez, fui pesquisar e na base da tentativa erro consegui fazer aqueles sapatos e não vos posso dizer a felicidade que um par de sapatos de boneca me deu. Parece tolo mas nem sempre, como diz o Alain de Botton numa Ted Talk extraordinária sobre o que é ser bem sucedido, aquilo que pensamos que nos vai fazer feliz é o que nos verdadeiramente satisfaz.
 Para mim, criar e partilhar é uma grande parte do que me deixa feliz. 

The creative process is something wonderful and truly complex to explain, what motivates us, what drives us, what makes us create and what do we end up creating. It is extremely stimulating to talk to creative people and realize their motivations and its often truly a surprise. 
In my case, I love to learn and I have a great curiosity for the most varied subjects. I jump from one thing to another with a feverish desire to know more, to experiment. I read much, I research even more, and I try to learn conscious that all of this is part of a process that does me good, which helps me stay focused and happier. 
This weekend I was making doll clothes, more specifically for Waldorf dolls, and I found I love making small clothes with equally small details. It's not easy, exactly because it's all so small but the result is delicious.
When I finished the clothes I thought "and what about some shoes?". Again, I went searching and on the basis of trial and error I managed to make those shoes and I can not tell you the happiness that a pair of doll shoes gave me. It seems silly, I can understand it sounds silly, but not always, as Alain de Botton says in an extraordinary Ted Talk about what it is to be successful, what we think will make us happy is what truly satisfies us.
For me, creating and sharing is a big slice of what makes me happy. 







sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Bordar, gosto tanto; Embroidery, I love you so

Comecei a bordar a meio de Dezembro, o ano acabava e eu sem conseguir coser. Passei de curiosa a praticante depois de ver os vídeos do curso de bordado grátis da Ana Isabel Ramos, do Air e recomendo vivamente. 
Muitas vezes o que mais custa é começar, quebrar a barreira do que nos prende às ideias que tínhamos de uma coisa e começar é mesmo construir uma realidade, a nossa. No meu caso, foi encontrar algo que sei, que sinto, que adoro. 
Aprendi muito em quase três meses, sou o tipo de pessoa que vê 30 000 vídeos, procura livros, dicas e truques, fico obcecada (parcialmente, sejamos gentis) com uma coisa e quero saber tudo, aprender tudo. Todos estes projectos me deram algo, me ensinaram algo, e essa é para mim a grande felicidade de aprender e de fazer. 
Bordar, é uma arte das mãos e do traço. É meditativo e cada ponto leva uma parte de mim. Da minha atenção e do meu carinho, da minha dedicação, da minha criatividade. Outra vantagem maravilhosa é que dá para levar na mala e fazer em qualquer lado! Sim, para uma fazedora compulsiva como eu, isto é uma vantagem maravilhosa. 
Tenho feito bastantes projectos mas foram todos para oferecer, o único que vai ficar cá por casa é o que fiz para ele, o meu R. Deixo-vos adivinhar qual é das fotos abaixo ;-) 

I started to embroider in the middle of December, the year was almost over and I had no time to sew. I went from curious to practitioner after seeing the videos of the free embroidery course of Ana Isabel Ramos, Air, and I strongly recommend it. 
Often, what´s harder is to start, to break the barrier of what holds us to the ideas we preconceived and to begin is to build a reality, ours. In my case, I found something that I know, that I feel, that I love. 

I've learned a lot in almost three months, I'm the kind of person who sees 30,000 videos, looks for books, tips and tricks, I get obsessed (partially, lets be kind) with one thing and I want to know everything, learn everything. All these projects gave me something, taught me something, and this is for me the greatest happiness of learning and doing.
Embroidering is an art of hands and trace. It is meditative and each small stitch takes a part of me. Of my attention and of my affection, of my dedication, of my creativity. Another wonderful advantage is that you can pack and carry it anywhere! Yes, for a compulsive doer like me, this is a wonderful advantage.
I have done a lot of projects but they were all to offer, the only one that will be staying at home is what I did for him, my R. I'll let you guess which one if from the photos below ;-)









Illustration by Ana Sílvia Agostinho, from the book Mamã Cartoon. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

2017 em Fevereiro

Sim, 2017 já vai com quarenta e seis dias.
Já não escrevo há tanto tempo que parece que já não sei como o fazer.  A verdade é que sempre pensei no blogue como uma extensão das minhas necessidades, uma miscelânea de temas onde a costura e a família são os pontos de referência mas onde não existe uma obrigação de fazer, de partilhar. 
Há dias uma amiga querida perguntava-me como é que eu fazia tanta coisa. Eu não sinto que faça muita coisa, pelo contrário o final de 2016 deixou-me com um sabor meio amargo na boca porque sinto muitas vezes o oposto, que não faço nem metade do que queria. Aquela frase fez-me pensar. E pensar. Cheguei a uma conclusão parcial.
Claro que ter filhos pequenos e obrigações diárias não ajuda mas o problema não é o que faço ou deixo de fazer, é sentir que faço pouco daquelas coisas que me fazem crescer enquanto pessoa, aquelas coisas que são essenciais para nos mantermos sãos, felizes, plenos. Partindo do principio que isso existe para todos e que se manifesta da mesma forma. Eu, muitas vezes, tenho dúvidas. Duvido de mim frequentemente e hesito, mastigo ideias como as vacas ruminam a erva. Porque não tenho tempo, porque não é a hora, porque não sinto que esteja certo, porque podia fazer melhor. É difícil sermos responsáveis pela nossa vida. No entanto, o momento do salto é mágico. O começar algo novo (seja o que for), o lançar o corpo no vazio traz aquele frio na barriga que sinto cada vez que a montanha-russa começa a andar. 
Para 2017 quero mais fazer do que me faz feliz, seja brincar com as minhas filhas, jantar sushi com a minha amiga-terapeuta-tia-emprestada-musa-dos-dias-duros, seja bordar em vez de dobrar a roupa ou ficar sentada sem fazer nada só porque sim, seja falar mais com o meu R, ou dizer sim a sonhos novos. Quero menos desejar e mais trabalhar para, pontinho por pontinho, construir a minha vida como ela faz sentido. Para mim. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Hoodie Luís e Joana e um Tutorial: Luís e Joana Hoodie and a Tutorial

Já aqui falei sobre não coser para a Sara. Normalmente não o faço porque ela não precisa e e sinto-me "culpada" perante a quantidade de peças de roupa que ela já têm e acabo por fazer para a Miss Caracolinhos ou para mim. No entanto, depois do sucesso que foi cá em casa o Pijama Dorminhoco, eu tinha que experimentar o novo molde da Susana, do Suco By Susana, o Hoodie Luís e Joana.
Fiz o tamanho 18 meses que sabia que ia ficar folgado à Sara, nesta fase eles crescem demasiado depressa por isso é uma vantagem. Não fiz alterações ao molde original e usei uma malha de sweatshirt maravilhosa que comprei na FDT e para o capuz uma malha bem fina mas de toque super suave da Sweet Mercerie. É um molde muito bom e com instruções super completas, mais uma vez prima pela qualidade. Prova disso é o facto de este molde ser lançado hoje pelo Up Craft Club e sorte a vossa, com 25% nos próximos dois dias! 

I already told you about not sewing for Sara. I usually don't do it because she doesn't need it  and I feel "guilty" over the amount of clothing she already has and I end up sewing for Miss Caracolinhos or myself. However, after the success of the Pajamas Dorminho in hour house, I had to try the new pattern of Suco By Susana, the Luís and Joana Hoodie.
I made size 18 months that I knew it's was going to be roomy on Sara, at this point they grow too fast so this is an advantage. I did not make changes to the original pattern and I used a wonderful sweatshirt knit that I bought on FDT and for the hood a very thin knit but with a super soft touch from the Sweet Mercerie. It is a very good pattern and with super complete instructions, once again excelent quality. You can buy it with 25% off in the Up Craft Club for the next two days so don't miss the chance! 

Quando partilhei a foto no Instagram muitas pessoas me perguntaram onde tinha comprado o panda que apliquei nas costas e por isso resolvi fazer um mini tutorial a explicar. O panda foi reciclado de uma t-shirt antiga de verão delas.
1º Cortei o panda da t-shirt, 
2º com o ferro colei-o à entretela (para malhas que comprei na FDT) para não desfiar e dar estabilidade, 
3º decidi onde o queria e com um ponto ziguezague cosi-o ao casaco. Em três passos, uma aplicação bem gira e uma reutilização. 
When I shared the photo on Instagram many people asked me where I had bought the panda that I applied on the back and so I decided to do a mini tutorial to explain. The panda was recycled from an old summer t-shirt of them.
1st Cut the panda from the t-shirt,
2º with the iron I glue it to the interfacing (for knits that I bought in FDT) to give stability and prevent from easily fraying,
3º I decided where I wanted it and with a zigzag stitch I sew it to the coat. In three steps, a cute application and a recycling. 






segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Pijama Dorminhoco

A Susana, da marca Suco by Susana, lançou hoje o seu primeiro molde de roupa, o Pijama Dorminhoco. Eu tive a oportunidade de testar este molde e gostei muito, vai ser o meu molde de pijama para as miúdas nos próximos anos. Vá... pelo menos até aos 12 anos! ;-)
Parabéns à Susana por inovar e criar com qualidade um molde em português, eu cá não conheço mais nenhum e vocês?
Fiz os tamanhos 18 meses e 4 anos. As calças da Sara ficaram um pouco compridas propositadamente, eu sou uma mãe prevenida. ;-)
As miúdas por aqui adoraram.









quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Visible mending; Remendos visíveis

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Eu sou muito esquisita com as calças de ganga, por isso, uso as calças que gosto até à exaustão. Isso implica que, volta e meia, tenha que lhes meter uns remendos. Com o tempo e a experiência, fui aprendendo algumas dicas sobre como o fazer. Atenção que os meus remendos são visíveis, não estou a falar daqueles que quase ninguém repara que existem, os meus têm imperfeições, são grandes e coloridos, são cheios de carácter. Portanto, se estavam à espera dos «disfarçados», desculpem mas este post não é para vocês. ;-)
As fotos não são da melhor qualidade, faço este tipo de coisas à noite e à mão, por isso, não há uma boa luz e as fotos são tiradas do telemóvel. No entanto, acho que é perceptível o processo e isso é o mais importante, não é? (vá lá, digam que sim!)

É um processo simples. Primeiro meto um tecido que gosto pelo lado de dentro das calças e por cima meto uma entretela termocolante para estabilizar o tecido, depois, com o uso do ferro de passar a ferro, «colo» as três partes. A entretela prende o tecido as calças dando estabilidade e assim é mais fácil de coser e dá mais resistência ao remendo. Esta entretela pode ser comprada em várias retrosarias, na Feira dos Tecidos, etc. Eu usei uma que também se usa para as malhas (jersey e afins) porque é uma das que gosto mais. Não puxem demasiado a linha ao coser e façam vários pontos de uma só vez para não se cansarem tanto.  Por uma questão de gosto pessoal eu uso um ponto corrido para prender os tecidos, mas existem muitas, muitas opções...
Se fizerem uma pesquisa encontram muitas outras formas do fazer. Para mim, faz-me lembrar a técnica de Sashiko embora já tenha aprendido que esta técnica é bastante mais complexa do que aparenta quando fiz um workshop no Fundação Oriente. No entanto, a ideia é a mesma, reforçar, usar novamente, reciclar o que temos e gostamos.

I am very picky when it comes to jeans, so I use the the ones I love to exhaustion. This implies that, now and again, I have to mend them. With time and experience, I learned a few tips on how to do this. Please note that my mending is visible, I'm not talking about those that hardly anyone notices, mine have imperfections, are big and colorful, are full of character. So if you were waiting for the 'disguised' ones, sorry but this post is not for you. ;-)
The photos are not of the best quality, I do this sort of thing at night and by hand, so there is not a good light and the pictures are taken on the phone. However, I think the process is noticeable and that is the most important... (please say it is!)

It is a simple process. I use a fabric I like on the inside of the pants and over it a fusible interfacing to stabilize the fabrics, then, with the use of the iron to iron, I «glue» the three parties. The interfacing holds the pants giving stability and thus it is easier to sew and gives more resistance to the mending. I used interfacing used for knits because its the one I like best. Don't pull the thread too much when sewing and make several rows at once to not get tired so much. As a matter of personal taste I use a running stitch to hold the fabric, but there are many, many options ...
If you do a search there are many other ways of doing. For me, it reminds me of the Sashiko technique although I have learned that this technique is much more complex than meets the eye when I did a workshop in Fundação Oriente. However, the idea is the same, strengthen, reuse, recycle what we have and love.






































São as tattoos das minhas calças.
They are like my jeans tattoos ;-)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Sobre medo e coragem.

Tenho escrito pouco sobre nós por aqui, sobre mim, elas e ele. Sinto falta disso, tenho mesmo que fazê-lo mais. Ajuda-me a reflectir sobre o que aconteceu porque no meio da pressa, do correr de um dia de semana, do lava os dentes e veste a roupa, calça os sapatos ou come a fruta, atender o telefone ou apanhar a roupa, passam momentos que não conseguimos verdadeiramente aproveitar. Não há mal nisso. Era loucura, pelo menos para mim, exigir isso a mim mesma. Em vez disso, faço um esforço por esmiuçar os que me deixaram um sentimento, seja ele qual for. Esses são os prioritários, o resto vou deixando a vida cuidar.
Com a Sara a entrar para a creche, embora num horário mais privilegiado, os meu dias e ritmos mudaram. Dou por mim a ter mais tempo para pensar, o que nem sempre é bom. Também isso é um caminho a percorrer, uma aprendizagem a fazer.
A minha filha mais velha... ainda me parece estranho começar uma frase assim, porque será? A minha filha mais velha quer andar de trenó, quer neve. Hoje de manhã, explicávamos-lhe que neve só na Serra da Estrela e que era longe, que não conseguíamos ir lá com facilidade e que esse desejo teria que ficar para outra hora. Logo de seguida ela começou a dizer que tinha medo, que estava com medo de andar de trenó. O R sugeriu que ela podia andar com ele e que aos poucos ela habituar-se-ia e deixaria de ter medo. Ela insistiu no medo, na sua falta de coragem.
Que ideia errada e tão comum, não é? Ter medo não é ter falta de coragem. Ter medo é a resposta inconsciente minha filha, é o teu corpo, o teu cérebro a reconhecer o desconhecido, não é falta de coragem. Falta de coragem é não ir mesmo assim porque te domina o medo, coisa que tu habitualmente não fazes. Coragem é qualquer escolha que tu faças, andar de trenó ou não, desde que não seja o medo a decidir.  Por isso, eu lembrei-te daquele dia do insuflável. O dia em que tu subiste as escadas de um insuflável gigante, no meio de miúdos muito mais velhos que tu que se empurravam e que te empurravam e, lá do alto, olhas para mim e sou eu que estou cheia de medo. E aí vens tu por aí abaixo, a escorregar.
O teu medo transformado em coragem, filha, o meu medo transformado em orgulho.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Outubro no jardim

Sinto que temos aproveitado estes dias de sol de Outubro. 
Fazemos um esforço para chegar cedo a casa e vamos para o jardim que nos tem oferecido framboesas em quantidade. Comemos directamente da planta. Só lavamos aquelas em que se vê o rastro dos caracóis, o resto é devorado no momento pelas duas pardalitas que me rondam as pernas. Está tudo verde e os dióspiros estão a ficar maduros. 
Não há como o jardim, como a natureza para mostrar que a vida brota, teima, cresce e sempre se renova. Seja na flor que nasce, ano após ano, cada vez mais bonita e forte, seja na planta que aparece dois metros à frente de onde está a sua origem e não sabemos bem que vento a levou. Para mim, estes ciclos são calmantes. Reconforta-me ver que agora as folhas vão começar a cair, que a planta perde as flores mas não tarda elas brotam novamente, que o fruto vêm depois da flor. Ajuda-me a lidar com as outras mudanças, as que não seguem uma ordem natural ou predefinida.
Esta é a minha luz favorita, o cheiro que me mais me apetece e os momentos que não trocava.  

 

Esta é a flor da Lúcia-lima. É uma cor fabulosa e de uma delicadeza incrivelmente bonita.
 


  

































quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A mala ursa cor-de-rosa: A pink bear bag

(scroll down for english) A minha Miss Caracolinhos tinha uma festa de aniversário no domingo à tarde e eu, como gosto de fazer as prendas, andei a adiar até à última porque ainda não tinha encontrado a prenda certa para aquela menina em especial.
No sábado o meu R trouxe a Burda para casa e à noite, enquanto a folheava, descobri que vinha lá a prenda que eu ia fazer para a Rita. Um malinha de ursa em feltro, uma peça adorável para uma doce menina de 4 anos.

My Miss Caracolinhos had a birthday party on Sunday afternoon and I, as I like to make gifts, postponed making one until the last minute because I had not yet found the right gift for that girl in particular.
On Saturday my R brought Burda Magazine home and at night, while flipping through, I found that there was there the gift that I was going to do for Rita. A bear purse in felt, a lovely piece for a sweet 4 year old girl.

Como sou irrequieta, vá vamos chamar assim, resolvi fazer uns acrescentos/modificações à mala. A primeira foi que cosi todas as peças à mão (e o prazer que coser à mão me dá? isto foi puramente por motivos egoístas, podem coser tudo à máquina!). A segunda foi que usei feltro termocolante e após bordar e coser todas as pequenas peças (nariz, bochechas, etc.), meti um tecido bonito por cima das duas partes - parte da frente e parte de trás - passei o ferro durante uns minutos e ficou tudo tapado e bonito.

As I am restless, let's call it that, I decided to make a few additions / changes to the purse. The first was that I hand sewed all the pieces (it's amazing the pleasure that hand sewing gives me! This was purely for selfish reasons, you can sew everything by machine!). The second was that I used fusible felt so after embroidering and sewing all the small parts (nose, cheeks, etc.), I searched for a beautiful fabric to put on the two parts - front and back - used the iron for a few minutes and it was all covered and beautiful.



























Depois fiz uma faixa de dois centímetros que vai de orelha a orelha e forrei-a, exactamente como fiz com as outras partes. Essa faixa cosi-a e assim uni a parte da frente com a parte de trás da mala (imagem acima). Para passar a alça da mala cosi uma presilha de cada lado da mala. Para a alça usei um cordão simples branco. Foram alterações básicas ao molde original que é ainda mais fácil de executar.
Nota: Se passarem o molde para papel vegetal com lápis basta virar o molde para o feltro e decalcar, ao de leve, o tracejado do lápis para o feltro (primeira imagem). Super fácil!

Then I did a 2 cm range stripe that goes from ear to ear and I lined it, just as I did with the other pieces. This sripe of felt unites the front to the back of the bag (above). To pass the bag handle I sewed a tab on each side of the bag. For the handle I used a simple white cord. These were basic changes to the original pattern that is even easier to perform.
Note: If you use greaseproof paper with pencil to trace your pattern you simply need to turn the pattern to the felt and trace on the reverse, your bear will appear in no time. Super easy!


 

Agora tenho que fazer uma.. ou duas cá para casa que as minhas miúdas também adoraram.

Now I have to make one ... or two for my girls because they loved it too.